sexta-feira, 29 de abril de 2016


Deus não desampara (Emmanuel)

“E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição e não se arrependeu.” (Apocalipse, 2:21) 

Se o Apocalipse está repleto de símbolos profundos, isso não impede venhamos a examinar-lhe as expressões, compatíveis com o nosso entendimento, extraindo as lições suscetíveis de ampliarmos o progresso espiritual. 

O versículo mencionado proporciona uma ideia da longanimidade do Altíssimo, na consideração das falhas e defecções dos filhos transgressores. 

Muita gente insiste pela rigidez e irrevogabilidade das determinações de origem divina, entretanto, compete-nos reconhecer que os corações inclinados a semelhante interpretação ainda não conseguem analisar a essência sublime do amor que apaga dívidas escuras e faz nascer novo dia nos horizontes da alma. 

Se entre juízes terrestres existem providências fraternas, qual seja a da liberdade sob condição, seria o tribunal celeste constituído por inteligências mais duras e inflexíveis? 

A Casa do Pai é muito mais generosa que qualquer figuração de magnanimidade apresentada, até agora, no mundo, pelo pensamento religioso.  
Em seus celeiros abundantes, há empréstimos e moratórias, concessões de tempo e recursos que a mais vigorosa imaginação humana jamais calculará. 

O Altíssimo fornece dádivas a todos e, na atualidade, é aconselhável medite o homem terreno nos recursos que lhe foram concedidos pelo Céu, para arrependimento, buscando renovar-se nos rumos do bem. 

Os prisioneiros da concepção de justiça implacável ignoram os poderosos auxílios do Todo-Poderoso, que se manifestam através de mil modos diferentes; contudo, os que procuram a própria iluminação pelo amor universal sabem que Deus dá sempre e que é necessário aprender a receber.

Emmanuel;
Psicografia: Francisco Cândido Xavier;
Do livro: Pão Nosso.

terça-feira, 26 de abril de 2016

E o adúltero? (Emmanuel)

“E,  pondo-a  no  meio,  disseram-lhe:  Mestre,  esta  mulher foi  apanhada,  no  próprio  ato,  adulterando.” (João, 8:4)

O  caso  da  pecadora  apresentada  pela  multidão  a  Jesus  envolve considerações  muito  significativas,  referentemente  ao  impulso  do  homem  para  ver  o mal  nos  semelhantes,  sem  enxergá-lo  em  si mesmo. 

Entre  as  reflexões  que  a  narrativa  sugere,  identificamos  a  do  errôneo conceito  de  adultério  unilateral. 

Se  a  infeliz  fora  encontrada  em  pleno  delito,  onde  se  recolhera  o  adúltero que  não  foi  trazido  a  julgamento  pelo  cuidado  popular?  

Seria  ela  a  única responsável?  

Se  existia  uma  chaga  no  organismo  coletivo,  requisitando  intervenção a  fim  de  ser  extirpada,  em  que  furna  se  ocultava  aquele  que  ajudava  a  fazê-la? 

A  atitude  do  Mestre,  naquela  hora,  caracterizou-se  por  infinita  sabedoria  e inexcedível  amor.  

Jesus  não  podia  centralizar  o  peso  da  culpa  na  mulher desventurada  e,  deixando  perceber  o  erro  geral,  indagou  dos  que  se  achavam  sem pecado. 

O  grande  e  espontâneo  silêncio,  que  então  se  fez,  constituiu  resposta  mais eloquente  que  qualquer  declaração  verbal. 

Ao  lado  da  mulher  adúltera  permaneciam  também  os  homens  pervertidos, que  se retiraram  envergonhados. 

O  homem  e  a  mulher  surgem  no  mundo  com  tarefas  específicas  que  se integram,  contudo,  num  trabalho  essencialmente  uno,  dentro  do  plano  da  evolução universal.  

No  capítulo  das  experiências  inferiores,  um  não  cai  sem  o  outro,  porque  a ambos  foi  concedido igual  ensejo  de  santificar. 

Se  as  mulheres  desviadas  da  elevada  missão  que  lhes  cabe  prosseguem  sob triste  destaque  no  caminho  social,  é  que  os  adúlteros  continuam  ausentes  da  hora  de juízo,  tanto  quanto  no  momento da  célebre  sugestão de  Jesus.

Emmanuel;
Psicografia: francisco Cândido Xavier;
Do livro: Pão Nosso.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Situações e oportunidades (Marco Prisco - Divaldo Franco)

Conquanto a sua vida lhe pareça um torvelinho incessante de dificuldades, considere o impositivo da reencarnação e aproveite a oportunidade.
As piores provações se agravam quando são ignoradas suas causas.

Embora os empeços para a sua vitória no palco social, insista nos deveres nobres.
Os mais sérios insucessos são os que atingem o espírito.

Apesar da família problema com que você se vê a braços, tal é o clã necessário à sua revelação.
Familiares difíceis — dívidas em cobrança de urgência.

Embora as enfermidades incessantes que o visitam, confie na saúde e mentalize-a.
Doente, em verdade, é todo aquele que como tal se considera.

Com os pés atados à pobreza e de mãos amarradas pelas constrições do dia-a-dia, não desanime.
Hoje difícil — amanhã abençoado.

Não considerado no ambiente social em que se encontra, esforçando-se para fazer-se respeitar, evite o agastamento.
Muitas vezes o desdouro que lhe atiram é homenagem a valores que você possui e eles ignoram.

Penetre-se pelas lições com que a fé viva e racional lhe chama a atenção, deixando-se incorporar, de modo que você supere obstáculos e limitações, descobrindo os tesouros inalienáveis do seu próprio espírito e usando-os a benefício da sua harmonia íntima.
Opiniões valem a consideração que lhes damos.
Pessoas significam as lições que desejemos aprender.

Identificado à opinião evangélica e conduzido por Jesus, afigurar-se-á preciosa a atual reencarnação, valorizando-a e dando-se integralmente ao seu aproveitamento. 

Marco Prisco;
Psicografia: Divaldo Pereira Franco;
Do livro: Sementeira da Fraternidade.